Resumo:
O café produzido na região serrana do Maciço de Baturité é apreciado por ser agroflorestal,
100% arábico, livre de agrotóxicos e resíduos químicos, características estas que resultam num
alimento mais nutritivo e valorizado. A cafeicultura serrana está inserida numa Área de
Proteção Ambiental - APA, a maior extensão preservada de remanescente da Mata Atlântica no
Ceará. Nesse espaço geográfico, o cafeeiro encontra-se consorciado com outras culturas,
contribuindo para a fertilização do solo, a contenção de pragas e o equilíbrio ecológico. Para os
produtores locais, conservar a biodiversidade é imprescindível à sustentabilidade ambiental.
Nesse foco, o presente trabalho busca analisar a produção do café agroflorestal na região do
Maciço de Baturité, mais precisamente nos municípios de Baturité, Mulungu e Guaramiranga,
por meio de uma abordagem histórico-social. O estudo contempla os critérios teóricometodológicos da pesquisa bibliográfica exploratória, com constatações in loco através de
observações participativas. O recorte temporal para análise em campo abrange o segundo
semestre de 2016 e o primeiro de 2017, considerando diferentes temporalidades para o estudo
bibliográfico. Pode-se inferir que a cafeicultura em sistema agroflorestal na região, inobstante
praticada em área com restrições legais, traz impactos positivos para o meio ambiente, o
produtor e o consumidor, tanto numa perspectiva ecológica como socioeconômica.
Descrição:
RIBEIRO, Sofia Regina Paiva. A produção do café agroflorestal no maciço de Baturité: uma abordagem histórico-social. 2017. 99 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Mestrado Acadêmico em Sociobiodiversidade e Tecnologias Sustentáveis, Instituto de Engenharias e Desenvolvimento Sustentável, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira, Redenção-Ceara, 2017.