Resumen:
O presente Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), buscou compreender como a prática das
narrativas sobre o “lápis cor de pele” em algumas escolas de Maracanaú-Ce podem ser uma
atitude racista e discriminatória na Educação Infantil. Desse modo, ao analisar como as crianças
negras e não negras reagem a essa narrativa, busquei também entender como poderemos
desenvolver atividades pedagógicas que contribuem para a autoafirmação da identidade da
criança negra, entendendo como essas crianças reproduzem o racismo no âmbito escolar infantil
em que estão inseridas. A pesquisa se deu na Escola Creche Gênesis, turma do infantil 5, no
município de Maracanaú, estado do Ceará. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que tem como
caminho teórico a Educação Afrocentrada e a Educação das Relações Étnico-raciais. Utilizamos
o método da Observação Participante, com a realização de atividades pedagógicas e da
observação da rotina cotidiana da sala de aula, utilizamos ainda como ferramenta teórica e de
análise a Pretagogia para compreender como as referências positivas do ser negro afeta o
universo cognitivo das crianças negras. A pesquisa nos mostrou que, a prática das narrativas
sobre o “lápis cor de pele” na escola Creche Gênesis, em Maracanaú-Ce é sim, uma atitude
racista e discriminatória na Educação Infantil, é necessária e urgente uma intervenção
pedagógica e administrativa da coordenação da escola para que essa prática não ocorra. Desse
modo, é importante que a escola e a secretaria de educação do município promovam momentos
de formação continuada e reflexões acerca do processo sócio-histórico da sociedade brasileira,
bem como a conscientização sobre as características físicas que diferenciam todos os seres
humanos, na qual não os tornam inferiores.
Descripción:
MELO, Isabel Vitória Camurça. As narrativas sobre o “lápis cor de pele”: a partir de vivências racistas no cotidiano escolar de algumas escolas de Maracanaú-CE. 2024. 54f. Monografia - Curso de Pedagogia, Instituto de Humanidades, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-
Brasileira, Redenção, 2024.