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https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/8292| Título: | Afroafeto como prática de permanência: trajetórias de mulheres negras na Unilab/CE |
| Autor(es): | Reginaldo, Ana Raquel Silva |
| Palavras-chave: | Mulheres Negras UNILAB Trajetórias Afroafeto Interseccionalidade |
| Data do documento: | 27-Mai-2026 |
| Citação: | REGINALDO, A. R. S. (2026) |
| Resumo: | O Brasil é um país marcado pela diáspora africana, e a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) constitui-se como expressão institucional desse processo histórico. Criada em 2010, a universidade tem como missão a cooperação internacional com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste, estando situada em municípios do interior do Brasil, entre eles Redenção e Acarape, no estado do Ceará. Nesse contexto, esta pesquisa analisa as experiências de mulheres negras estudantes na UNILAB/CE, a partir de suas trajetórias acadêmicas e das redes de afroafeto construídas no cotidiano universitário, considerando tanto discentes nacionais quanto internacionais, dos cursos de graduação e pós-graduação vinculados ao Instituto de Humanidades. O estudo fundamenta-se teoricamente no conceito de afroafeto, desenvolvido por Marta Quintiliano (2019), bem como nos aportes do feminismo negro e da interseccionalidade, a partir de autoras como bell hooks (2021), Patrícia Hill Collins e Sirma Bilge (2021), Kimberlé Crenshaw (2002) e Carla Akotirene (2023). Articula-se ainda com a perspectiva decolonial, mobilizando as noções de colonialidade do poder (Aníbal Quijano), a fim de compreender as dinâmicas de raça, gênero, nacionalidade e território no contexto universitário. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, com ênfase na pesquisa narrativa, utilizando como técnicas metodológicas entrevistas e observação etnográfica. As categorias analíticas centrais são a interseccionalidade (Crenshaw, 2002; Collins; Bilge, 2021; Akotirene, 2023) e a intrasseccionalidade (Raquel Lima, 2022), compreendidas como fundamentais para apreender a diversidade e as múltiplas configurações das experiências vividas por mulheres negras em um contexto atravessado pela diáspora, pela migração e pela colonialidade. Os resultados evidenciam que o afroafeto se configura como uma prática política de resistência, pertencimento e cuidado, desempenhando papel central na permanência acadêmica e na construção de redes de apoio entre mulheres negras na UNILAB. Nesse sentido, o trabalho aponta o afroafeto como uma epistemologia situada e estratégia de (re)existência, contribuindo para o campo dos estudos sobre mulheres negras no ensino superior a partir de uma perspectiva feminista negra e afrodiaspórica. |
| Descrição: | REGINALDO, Ana Raquel Silva. Afroafeto como prática de permanência: trajetórias de mulheres negras na Unilab/CE. 2026. 142f. Dissertação (Mestrado Interdisciplinar em Humanidades) - Instituto de Instituto de Humanidades (IH), Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira. Redenção, 2026. |
| URI: | https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/8292 |
| Aparece nas coleções: | Dissertação - Mestrado Interdisciplinar em Humanidades |
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| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| ANA RAQUEL SILVA REGINALDO.pdf | 2026_dis_arsreginaldo.pdf | 12,2 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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