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Este trabalho de conclusão de curso tem como objetivo de estudo problematizar, a partir das experiências de estágio supervisionado no Ensino Fundamental, as ações pedagógicas em torno das comemorações evocativas à data da Consciência Negra. Para a produção da pesquisa, foram formuladas as seguintes problemáticas: Como os temas atrelados às relações étnico-raciais foram trabalhados na Semana da Consciência Negra? Quais os recursos didáticos utilizados por docentes e estagiários para abordagem aos temas? Com que intencionalidade as ações pedagógicas foram elaboradas? Esta pesquisa parte de uma perspectiva epistemológica decolonial que consiste em potencializar as culturas africanas e afro-brasileiras para uma reconfiguração curricular (Oliveira; Candau, 2010). Para aprofundamento ao tema, adotamos o conceito de pedagogia do evento definido por Rachel Rua Bakke (2011) propondo refletir as ações pedagógicas atreladas às relações étnico-raciais para além de propósitos curriculares comemorativos. Os estágios ocorreram no ano de 2023, próximos à data comemorativa da Consciência Negra; foram realizados em escolas públicas, localizadas no Recôncavo Baiano, com turmas iniciais do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. O trabalho compreende uma análise documental (Sá-Silva et. al., 2009), de abordagem qualitativa (Minayo, 2012), embasada em nove relatórios de estágio, com ênfase em registros de observação e regência. A relevância deste estudo justifica-se por reconhecer e valorizar na educação as diferenças étnico-raciais como ato essencial ao convívio e à formação plena de indivíduos, pois, à medida que impulsiona à conscientização sobre a herança histórica e cultural dos povos africanos em diáspora constituída nas amplas e diversas esferas de conhecimento no Brasil, denuncia concepções eurocêntricas sistematizadas e introjetadas cotidianamente no convívio escolar. A finalidade deste estudo não consiste em aferir o cumprimento da Lei nº 10.639/2003, a qual institui a obrigatoriedade do Ensino de História da África e das Culturas Afro-Brasileiras no currículo educacional e, posteriormente, recepcionou a data 20 de novembro, mas consiste em problematizar, por meio das ações pedagógicas, como as relações étnico-raciais têm sido abordadas para a devida efetivação legislativa, e de que modo essas abordagens configuram-se enquanto uma prática escolar eventual. |
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