Resumo:
O artigo aborda histórias de vidas, conhecimentos e tradições das comunidades pesqueiras e quilombolas da Ilha da Maré, Salvador, Bahia, que de acordo com o Censo de 2022, conta com 11 comunidades (Botelho, Bananeiras, Itamoabo, Neves, Praia Grande, Martelo, Porto dos Cavalos, Ponta Grossa, Santana, Maracanã e Engenho da Maré). Trata-se de um estudo cujo objetivo é dar visibilidade às narrativas de três mestres de saberes que foram entrevistados nas comunidades de Bananeiras e Praia Grande, com o objetivo de destacar suas trajetórias de vida, bem como analisar aspectos característicos do patrimônio cultural de que são guardiões. Uma pesquisa na qual categorias como memória e experiência são fundamentais, além das noções de conflito, resistência, cultura, economia moral, costume e formação que ocupam um lugar central na obra do historiador Edward Palmer Thompson (1981, 1998). Um conjunto fecundo de conceitos e noções capazes de conferir ao estudo das comunidades tradicionais e seus agentes, um papel destacado na organização da cultura, compreendida aqui, como um lugar de transmissão de habilidades e produção de sensibilidades, sempre atravessado pela noção de reciprocidade. Articulada com a concepção de educação popular de Paulo Freire (2013, 2018), como uma forma de intervenção pedagógica ancestral e transformadora na educação e na sociedade.
Descrição:
SANTOS, Elisabeth Lopes dos. Eu sou de Ilha de Maré: memórias, histórias de vida e oralidade. 2025. 19 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Pedagogia) - Instituto de Humanidades e Letras dos Malês, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, São Francisco do Conde, 2025.