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Nesta monografia analisamos mesmo que incipiente, de que maneira a representatividade e o feminismo negro podem atuar como ferramentas essenciais para o empoderamento de crianças negras no ambiente escolar. A partir de uma revisão teórica sobre empoderamento, feminismo negro, racismo estrutural e representatividade, investigamos os modos como esses elementos influenciam a formação identitária e o desenvolvimento emocional, social e cognitivo das crianças. Com abordagem qualitativa, a pesquisa incluiu entrevistas com professoras da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Superior, buscando compreender suas percepções sobre as manifestações do racismo na infância e sobre o potencial das práticas pedagógicas antirracistas para fortalecer a autoestima, a autonomia e o sentimento de pertencimento das crianças negras. As entrevistas e questionários indicam que a ausência de representações positivas de pessoas negras, tanto na mídia quanto no contexto escolar, perpetua estereótipos, compromete a construção identitária e contribui para processos de exclusão. Em contrapartida, o empoderamento fundamentado pelo feminismo negro revela-se um caminho eficaz para promover acolhimento, reconhecimento e valorização das identidades negras desde a infância. Trazemos como considerações finais que uma educação antirracista, alicerçada na representatividade e nas reflexões do feminismo negro, é indispensável para transformar a escola em um espaço de justiça social, fortalecimento subjetivo e garantia de direitos para crianças negras. |
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