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Este artigo é parte de um estudo teórico e de uma pesquisa de campo sobre a tradição cultural do “Nego-fugido”, uma memória da resistência e das ancestralidades afrodiaspóricas, da comunidade quilombola de Acupe, distrito de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano. No contexto escolar, com ênfase no componente curricular de História no Ensino Fundamental, o trabalho observou os desafios, bem como contribuições, para as práticas de um ensino antirracista, na valorização da cultura, do patrimônio, e da identidade. Em sua delimitação temática, como uma manifestação local, o tema é histórica e socialmente importante para a implementação da história e cultura afro-brasileira na sala de aula, e encontrou nas metodologias e abordagens da Arte-Educação uma articulação promissora. No decorrer do processo da pesquisa observou-se que o potencial de conhecimentos nesta tradição, entre os diálogos com as linguagens artísticas, favoreceu a aprendizagem na promoção da história da comunidade. Além disso, a metodologia qualitativa, de natureza bibliográfica, para a elaboração do artigo, por meio de leitura e análise das obras de autores e pesquisadores das áreas do Ensino de História e da Arte-Educação, forneceu o suporte teórico para a aplicação das práticas pedagógicas afirmativas, nas aulas de História. Por fim, o trabalho oferece uma proposta de prática de ensino sobre o tema, e reconhece no percurso da Arte-Educação no Brasil, uma contribuição valiosa e importante na formação escolar pois, permite que os estudantes também expressem seus saberes e suas histórias através das diversas manifestações de arte, de cultura popular, e sobretudo, no âmbito deste estudo, para as identidades negras. |
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